domingo, 17 de abril de 2011

Da neve aos Ramos da primavera

Na verdade, esse era pra ser um post sobre o inverno. Mas eu demorei, a primavera se anunciou e não tive escolha, senão que comemorar o domingo de Ramos dando tchau pro frio que senti por tanto tempos nas bandas de cá. . Depois de muitas tentativas a neve, foi na Sierra Nevada, perto de Granada, na Andaluzia mesmo, que eu me deparei com esse cenário todo todo branco, bonito demais. O ski foi uma aventura doida que.. não deu em nada. O medo bateu, e eu me diverti mesmo foi fazendo boneco de neve e anjinho jogada no chão.
É a última vez que eu menciono o frio, Sevilla não deixa mais. Vanesa e João compraram uma piscina no chino pra não deixar de aproveitar nem um segundo do sol de Sevilla, que já passou dos 30 graus várias vezes, e estão me chamando pra eu largar o computador e me juntar a eles.
Queria escrever mais, mas fica pra próxima vez.
Terminando então com uma foto na beira do Rio, num dos programas mais primaveiris daqui..

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aventuras na cozinha

Primeiro arroz com feijão - branco
Esses dias assisti o filme Julie e Julia, que é sobre uma americana que resolve aprender a refinada culinária francesa, e fiquei me perguntando porque ainda não tinha escrito como anda a vida culinária por aqui.
Pra quem ainda não sabe, na España se come tapas, que são pequenas porções de muitos tipo de comida, pode ser desde presunto até carne com tomate. Mas não é sobre a comida na rua que eu queria falar, e sim sobre como eu fui aos poucos criando intimidade com o o fogão (mais precisamente, com a vitroceramica que eu tenho agora, e a ausência do forno!)
Quem me conhecia sabia que na minha casa em Niterói eu só entrava na cozinha pra comer, e não tinha a menor intimidade com o fogão. Aqui quem me ensinou a cozinhar primeiro foi a Luana, me introduzindo nas coisas mais básicas e me dando força pra não desistir ao primeiro arroz queimado. Essa primeira foto aí do lado é uma das primeiras refeições decentes que comi aqui, à la brasileira. Não durou muito. Comer com arroz, feijão, carne, batata, salada e zas e zas dá mt trabalho e consome mt tempo, e não vou esconder que trai o arroz pelo macarrão e passeo um bom tempo só comendo isso..

Cheia da intimidade com a panela! hahah

Bom, o mais importante é como eu crei gosto por cozinhar! Nunca em minha vida pensei que sentiria falta de reforgar uma cebola ou picar um frango. Pratos que eu achava que só uma autoridade superior da cozinha -mamãe- poderia fazer, se mostraram super fáceis, como o strogonoff. Ai como eu amo strogonoff! Pena que não dá pra comer todo dia. O tema da gordura foi outa coisa que me passou aqui. No começo, quando eu ainda não tinha muita paciência pra cozinhar eu emagreci bem,  mas do natal pra cá, passei a conhecer melhor os supermercados, as coisas que eu gosto de comer, e foi uma bola de neve, juntando com o fato de no inverno a gente sai sempre com muitas camadas de roupa e é mais difícil reparar que ta engordando.. bom, agora estou tendo que correr atrás do prejuízo. Gosto também de observar como cada um aqui vai levando sua vida culinária. A Luana tem uma mãe nutricionista, então comia sempre muito responsavelmente, pensando em balancear nutrientes no prato, e cheia dos conhecimentos dos legumes e vegetais. O João é exigente, gosta de tudo muito bem feito e temperado, e tem muita paciência pra fazer pratos mais elaborados e demorados. A Vanesa era a única que já morava sozinha antes de vir pra cá, então já tinha algumas manhas de cozinha, mas fiquei surpresa como foi pela comida que ela mais se inseriu na vida espanhola – enamorou-se pelo azeite e pelas torradas com azeite e tomate pela manhã.


Fora isso, a gente vai se acostumando com os ingredientes que encontra por aqui, feijão em lata pra não precisar cozinhar, patê, que é muito barato mercado, carnes não tão boas e paellas conjeladas. Na minha geladeira o que mais mudou foi a presença dos vegetais: nunca falta berinjela, pepino, pimentão, cogumelo, alface, tomate. A berinjela foi um achado alemão: o alemão que morava comigo não vivia sem, e sempre me oferecia, e eu, com vergonha de recusar, acabei me viciando. Agora moro com duas italianas, que, claro, comem macarrão todo santo dia. Essa última foto é da festinha de despedida do meu antigo piso, cada um levou alguma coisa que gostava de fazer. O Pieterjan(belga) levou guacamole, o Fabia (alemão) peixe frito, eu levei strogonoff. A lentilha é da Irene, uma italiana que não tinha mais nada na geladeira naquele dia.. a Luana levou uma sobremesa deliciosa de banana! Foi uma bagunça culinária, mas ficou gostoso! 
Beijos!

terça-feira, 29 de março de 2011

O BRASIL TÁ NO AR!!



Pequeno post para parabenizar à Berni, Pablo e Natalie que conseguiram bolsas pra estudar arquitetura no Brasil. Os dois primeiros são espanhóis, sendo que o Berni tá vendo se vai pra São Carlos-SP, e o Pablo pra SALVADOOOOOOOOOOO!! Legal demais. 
A Natalie é belga e conseguiu uma bolsa sabe pra onde?!
FAU-UFRJ!!!!! Gente, imagina uma belga que nem espanhol fala solta no Rio!!!! Espero que ela de fato vá, aprenda portugues e eu possa apresentá-la a todos os meus queridos amigos que estão por aí!!!

Eu acho que a experiencia de estudar num exterior é extremamente interessante e digamos assim exótica, mas acho que nem se compara com o que deve ser pra um aluno estrangeiro estudar lá!! O Pablo e a Natalie nem de cidades grandes européias (que vamos combinar, são bem pequenas) vieram, eles são de pueblos! Os tais povoados ou cidades pequenas que enviam alunos e mais alunos pras cidades universitárias, como Sevilla.

Não é de agora que eu tenho reparado como o Brasil tá bombando!!! Outro dia ouvi no onibus um garoto contando ao seu amigo seus planos de ganhar a vida onde ela realmente promete - Brasil. Meu professor de projeto já falou que trabalho aqui tá dificil e que ele queria mesmo é ir para o... Brasil. O de teoria visitou São Paulo e me contava maravilhado como se tivesse ido pra marte (tantos rascacielos!!) , e o de composição já até publicou numa revista de um grupo de pesquisa brasileiro - o Nomads de São Carlos, pra onde deve ir o Berni e onde eu mesma estive fazendo um workshop anos atras.
É, o mundo gira, o mundo é uma bola. 

Tomara mesmo que eles consigam ir, vai ser um ano muito divertido :D

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Casa

A casa tem sido um tema constante na minha vida nos ultimos tempos. Bom, em espanhol tem uma palavra que define a casa melhor do que "casa", é a vivienda. Lugar de viver. Minha matéria de projeto tem como tema a vivienda, e meu professor vive dizendo que é o projeto mais difícil de fazer. Museu? Centro cultural? Comercial? Que nada. Vai projetar um lugar onde as pessoas tem que viver intrinsicamente e verás o que é um desafio. Pra projetar uma casa a gente vê que é preciso entender muito bem como anda a vida das pessoas. Como andam as famílias, as relações hierárquicas com os empregados e serviços da casa, onde se come, reza, ama, essas coisas. 
Também estive pensando muito sobre a casa porque me mudei recentemente. Em Niterói sempre morei com meus pais e acho que não pensava muito em outras opções de moradia porque.. não tinha opção mesmo. Mas aqui, com todo um horizonte de opções, minha cabeça foi a mil. O que é realmente necessário que uma casa forneça, enquanto ambiente construido, pra gente ser feliz? Preciso de uma sala com muita luz?! Com vista pra onde?! Lavabo é necessário?! Quão pequeno pode ser um quarto?! Corredor é ruim?! Cozinha pode não ter forno?! E penduramos a roupa aonde?! Até que ponto pequenos incômodos no dia-a-dia podem se tornar uma pedra no sapato foram questões para às quais fui me atentando não só pra procurar um canto pra mim, como pra pensar um canto para os outros.
Acabei assentando-me num apartameno de três quartos, que divido com duas italianas, melhor ainda, palermitanas, e já estou sentindo a diferença de morar com os nórdicos belgas e alemãs com quem antes compartia minha casa. Pra quem já viu "Bienvenidos al sur" (não sei como vai ficar o título em português), sabe quem os italianos do sul são alegres, abertos e carinhosos, comem bem, dormem bem e gostam muito de café! hahahahaha
Aqui em casa os quartos são grandes, mas é a sala que sempre fica ocupada, com a televisão ligada agregando companhia mesmo quando estamos facebookando. Alias, isso foi um detalhe que me chamou muito a atenção, já que no meu apartameno anterior tínhamos uma tv na sala, mas eu acho que se foi ligada cinco vezes foi muito. Me dei conta de que no Brasil tínha 5, isso mesmo, cinco televisões na casa (uma em cada um dos tres quartos, uma sala e uma na cozinha!!!) e como ela fazia parte da nossa vida. Entre notícias no jornal, séries de tv ou qualquer bobagem, ter o hábito de ver tv foi uma das coisas que fez com que eu me sentisse mais em casa agora, levando uma vida caseira mais parecida com a que eu tinha na minha terrinha.  Que venha eramus parte 4 - sevilla versão italia. 
Nas próximas notícias espero que o vocabulário siciliano já não me pareça tão estrangeiro! hahahahaha


Ciao! 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando a rua vira casa

Margens do Gualdaquivir
Nossa, como faz tempo que eu não escrevo aqui. Um mês, quase?! Tsc tsc, que isso não se repita! Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, e pelo último post deu pra perceber que as coisas mudaram por aqui. De muitas formas na verdade. Das pessoas queridas e dos amigos mais especiais que fiz aqui, muitos terminarem sua jornada e voltaram pro Reino Encantado do Brasil, deixando os que ficaram com uma ambígua sensação de vazio, sem saber o que nos vai passar nesses próximos meses de reta final de Espanha. Ambuiguidade é o que falta nos nossos coraçõezinhos por agora.. ok, vou falar só por mim. O ano tardou mas virou, o segundo cuatrimestre finalmente começou e eu não sei se prevalesce a impressão de que o tempo tá passando e que um dia de fato eu vou voltar pra casa, ou se, pensando nisso, dar-me conta de que ainda faltam alguns bons meses. Serão cruciais. Vão definir os rumos da arquitetura que eu vou seguir no Brasil, os demais lugares dessa Europa que eu vou conhecer, as amizades que eu vou manter, seja aqui ou seja lá. 

Voltando à Sevilla, tenho que contar sobre duas coisas importantes que me aconteceram nesses ultimo mês. A primeira foi mudar de apartamento. Pois é, alguns meses depois de enfrentar transito pra ir e voltar da faculdade eu me dei conta de que tinha a faca e o queijo na mão pela primeira vez na vida pra mudar uma circutância estrutural que me incomodava, assim que, passada uma saga pela busca de um novo piso, consegui o que queria: ficar perto da faculdade, dos amigos, dos festejos e do rio. De quebra ainda caiu nas minhas mãos um quarto melhor, um ape mais legal e duas novas companheiras de piso italianas que são uns amores. 

A outra coisa foi viajar pra Viena pela segunda vez. Decidi ir porque janeiro foi um mes muito duro em Sevilla, com todo mundo estudando pros exames e o frio apertando, a saudade da família bateu forte e eu fui correndo pra casa da minha prima e passei logo todas as férias de inverno lá. Posso dizer que me apaixonei: Viena é depois de Sevilla a cidade mais legal que eu conheci aqui (afetos à parte! haha) e foi uma delícia poder conhecê-la melhor. Passei os dias ensolarados que fizeram por lá (pois é, a neve pelo visto não gosta de mim) estudando a obra do Gustav Klimt, um pintor modernista incomparável e do Coop Himmelb(l)au, um estúidio de arquitetura contemporanea. visitei museus fora do circuito turistico, comi bem, patinei no gelo numa pista que é quase uma mini-cidade, e de quebra ainda tive a oportunidade de reascender uma paixão: na casa da minha prima tem um piano!!!!! Nossa, como a música me faz falta..

Enfim voltem à Sevilla, renovada, pronta pra fase de adaptação ao novo piso e às despedidas dos amigos que voltaram pro Brasil. Fomos abeçoados com uma onda de calor que tomou conta da cidade no meio do inverno e lotou as orillas (margens) do Guadalquivir.
Hoje eu vou pras Ilhas Canárias, curtir um carnaval que dizerm assemelhar-se ao Brasil (a conferir) e ver o mar. Aaahhh, o mar! Até mais, gente! :D

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Despedidas: Adeus não, até logo!!!!!!!!!!!!

"Amigos são pra toda a vida"*


Não julguem que a amizade
Não existe.
Nem devem ficar deprimidos
Pois os que mais se calam
São os verdadeiros amigos.
Procurem dentro de vós, 
Analisem o vosso ser.
Não tenham medo,
De aprofundar
Verão que o amigo melhor
É o que soube calar.
Esse sim é o verdadeiro
Sois vós mesmos.
Os que não se conheciam
Depois de solidificados
Até ao maior inimigo
Conseguem dar amizade
Com maior alegria.
A amizade dá-se
Sem que a peçam.
O coração abre-se
Para que essa amizade entre
Tem que ter portas abertas.
Seja boa ou seja má
A pessoa escolhida pouco importa
Sentimos um impulso
No nosso coração
Quando nos bate à porta
Lembrem-se,
O invólucro não é tudo
Neste caso conta muito o conteúdo.
Amizade!
Como soa bem esta palavra,
Dar e receber
Sem se ter pedido nada".
*(Não sei quem escreveu, mas achei que caia bem!)


"o mundo gira, o mundo é uma bola"
Porque o mundo gira, e porque sem vocês esses primeiros seis meses não teriam sido tão especiais!
Amigos queridos! Obrigada por todos os momentos incríveis que passamos juntos!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ana e o Mar, Luísa e o Rio.

Manifesto de saudade do mar. Porque o Rio Gualdaquivir é lindo, mas não tem areia. (nem brisa do mar, nem a imensidão azul.. que me faz tanta falta).

Teatro Mágico, Ana e o Mar:
"Veio de manhã molhar os pés na primeira onda. Abriu os braços devagar e se entregou ao vento. O sol veio avisar que de noite ele seria a lua, pra poder iluminar Ana, o céu e o mar. (...)
Ana aproveitava os carinhos do mundo, os quatro elementos de tudo, deitada diante do mar, que apaixonado entregava as conchas mais belas, tesouros de barcos e velas que o tempo não deixou voltar! (...)O sorriso do mar drugada se estende pro resto do mundo, abençoando ondas cada vez mais altas, barcos com suas rotas e as conchas que vem avisar, desse novo amor... Ana e o mar."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pernas pra que te quero?! O metrô vai dominar o mundo.

Não foi no Rio de Janeiro que tudo começou, embora eu seja uma (quase) carioca da gema (aham, cláudia..) aaah, foi em Londres. Hoje em dia não dá pra circular numa grande cidade européia sem disfrutar dessa sensação de... minhoca. Desculpa, não consigo pensar em outra palavra. Lá vai você espremer-se por debaixo da terra e.. ok, parei. Eu vim pra falar bem do metrô, e seu eu não admitir suas vantagens meus fiéis companheiros de turismo me matam. Então vá lá:
No começo foi uma coisa linda, numa cidade conto de fadas, tudo limpo, claro, civilizado, ainda por cima em alemão, uma coisa assim.. rica. Ah é, esqueci de dizer que antes de me aventurar por Londres eu passei no humilde metrô de Viena, e ainda ganhei um comentário de uma amiga viajada no facebook: "ih, Luísa, vc não viu naada!" ¬¬ Lá fui eu me meter no desenhado London Underground. O mapa deu tão certo que virou marca, há estampas dele por todo canto. Os mapas são sempre assim... didáticos. Aliás, se tem uma coisa que eu não posso reclamar de metrô é a eficiência. Não só de serviço, mas de comunicação! É uma lição viva de comunicação visual. Os mapas são sempre assim coloridinhos e fáceis de entender; nas estações sempre tem placas orientando seu caminho pelos túneis e inclusive relógios dizendo o quanto você ainda tem que esperar. Em Londres está escrito naquela faixa amarela antes da pista: "mind the gap" e também é falado por uma voz quando você entra ou sai do metrô. Claro, Mind the Gap também virou marca. Significa algo do tipo, "se liga na faixa" numa tradução bem porcaria.

Era de dar medo, juro. Você entra na estação e não desce uma escada rolante, desce umas três! Além do que elas são GIGANTES! Dá pra se sentir naquelas histórias de viagem ao centro da terra..
Ainda bem que as estações são projetadas pra serem bem iluminadas e sinalizadas, senão estávamos todos ferrados. Ah, é uma coisa fofa quando tem gente tocando música dentro da estação. Eu mesma ousei tocar umas noticas no teclado de um tal muito simpático entre o Hyde Park e o Tâmisa.

Bom, depois de voltar ao Reino Encantado de Sevilla e passear pelas doces Zaragoza e Bilbao antes do Reveillón, lá fui eu fazer turismo no metrô de Barcelona:
Repare bem nas bolinhas que viram feijões: isso se chama conexão. Posso reclamar um pouco? Se tem coisa pior que deixar de ver a cidade pra chegar mais rápido lá e cá (o que é totalmente aceitável, admito) é deixar de ver a cidade pra bater perna no.... SUBSOLO! É sério!! lá vamos nós percorrer os túneis subterrâneos já não mais limpos, bonitos e sedosos como os de Viena, pra pegar o próximo trem. Há quem diga que dá pra percorrer Barcelona inteira por aí debaixo, mas eu prefico bater perna nos bem cortados quarteirões com esquinas em 45º que eu tanto estudei na faculdade.
Achou que tinha visto de tudo nessa vida? Bem vindo ao mapa do metrô de Paris!!!!!! Isso sim é tecnología da comunicação!! Numa mesma sequencia de linhas e cores, você quizá encontra as linhas de metro de trem e o que mais você quiser. Os trens são rápidos, mas os vagões, antiquíssimos, às vezes me sentia num filme daqueles antigos, con trens e tal, sabe?! Mas láa embaixo da terra. Algumas linhas são bem longas, mas você pode acompanhar seu destino pelas bolinhas que marcam cada estação: elas vão acendendo conforme o trem passa, legal e bem útil.
Algumas outras curiosidades: 
Tem bancos que ficam perto da porta que não são bancos de verdade, quando o metrô lota você se levanta e enconsta ele. E olha que o metrô lota bastante!! Contei nos dedos as vezes que consegui sentar. Rio de Janeiro feelings. 
O que não lembra o Rio nem um pouco é a organização da escada rolante. Lado direito se você quer ir com calma no seu degrauzinho, lado esquerdo se você é apressadinho. 
Temperatura: viajar no inverno dá nisso, ar puro congelando e você com mil casacos. Metro aos vinte e todos graus e você.. com mil casacos. Depois de um tempo você se cansa de tirar e no máaximo fica sem gorro e luvas, porque senão vc sufoca...


Enfim, deslocamento rápido, quando o tempo é curto = saldo positivo. Vamos torcer pra que essa facilidade da vida urbana moderna chegue logo no Rio de demais "Brasis" e eu saiba aproveitá-lo é muito bem.


Beijos!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Manolito Gafotas, o "Menino Maluquinho" espanhol :D

Suzana Braga-sucias, Orejones, El Imbécil (el niño hermano de Manolito), Manolito Gafotas, Yihad y acima de todos, el abuelo.
Já tinha comentado que as aulas de Espanhol que temos na faculdade (de graça, díga-se de passagem) são demais. A professora tem um senso de humor sarcástico que eu adoro, e sempre fala de coisas da cultura espanhola, porque afinal é uma turma de estrangeiros, e língua e cultura andam lado a lado. Bom, esses últimos tempos descobrí de onde saída tanta graça. Acontece que além dos livros didáticos temos um livro "de leitura" à parte, que no começo confesso que fiquei com preguiça de ler, mas que resultou sendo uma forma muito interessante de conhecer mais da cultura española. Se chama Manolito Gafotas, uma série de livros deste menino que é uma graça! Fofíssimo, mora com seus pais, irmãozinho (a que ele carinhosamente chama de imbecíl), e seu avô, o típico vôzão herói. O livro é narrado pelo próprio Manolito, o que confere à coisa toda uma perspectiva muito engraçada. Ele vai contando como é sua vida e narra alguns causos que lhe passaram, então ficamos por dentro de expressões bem coloquiais da língua (que afinal são que fazem a gente se comunicar informalmente) e é impressionante como ajuda a pensar em espanhol. Ah, eu to encantada pelo Manolito. Levei o livro pra faculdade um dia por acaso e tinha que ver a comoção dos coleguinhas! Vários falavam dele com uma nostalgia gostosa, deu pra ver que é um personagem que fez parte da infância de muitos espanhóis.
Botei no google e voilla: ele tem site próprio (clique aqui =P) e até filme!! Veja o trailer: 
Não pude deixar de lembrar do Menino Maluquinho, que também fez parte da minha infância..
Beijos!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desastre no Rio de Janeiro. Como ajudar?


www.elpais.com comunicando que se pasa.


Mal chegou janeiro e lá vem o Rio sofrer com as chuvas de verão. Pausa nos causos Sevillanos pra divulgar um pouco como se pode ajudar.

Algumas mensagens que eu recebi no facebook: 
"Segunda-feira começa lotada no Hemorio. O tempo de espera já está em 5h. Pedimos que as doações sejam feitas daqui a 15 dias."
"Contas em que se pode depositar dinheiro pra Região Serrana:
- Viva Rio (organização não-governamental). Banco: Banco do Brasil. Agência:1769-8. Conta-corrente: 411396-9 CNPJ: 00343941/0001-28
- Defesa Civil - RJ. Banco: Caixa Econômica Federal. Agência: 0199. Operação: 006. Conta: 2011-0
- Prefeitura de Nova Friburgo.  Banco: Banco do Brasil. Agência: 0335-2. Conta: 120.000-3.
- SOS Teresópolis - Donativos. Banco: Caixa Econômica Federal. Agência: 4146 C/C: 2011-1. CNPJ - 29.138.369/0001-47.
“To divulgando ... se eu fosse da area medica, nao pensaria duas vezes!! ""acabei de deixar umas doações no centro comunitário em frente à capela do salesianos santa rosa (niterói). eles estão indo p/ friburgo amanhã cedo e precisam de MÉDICOS e PSICÓLOGOS! alguém?? o contato é o bruno - (21) 9801-6307. por favor divulguem!""


Onde se pode ajudar (achei no blog http://ginapsi.wordpress.com/ - Valeu!)

Polícia Militar – Todos os batalhões de Polícia Militar do Rio estão funcionando com centros de doações de sangue para as vítimas. Os comandantes dos batalhões também recomendam que sejam doados água mineral e alimentos não perecíveis, além de material de higiene pessoal. O material arrecadado será encaminhado ao 12º BPM (Niterói), de onde será enviado para as áreas afetadas.
Cruz Vermelha – Deixou o Departamento de socorros e Desastres em um plantão na sede, localizada na Praça Cruz Vermelha 10, no Centro, para receber água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), leite em pó, colchões, roupa de cama e de banho e cobertores. É possível fazer toados em vários estados. A entidade abriu uma conta para receber doações em dinheiro (Banco Real Ag. 0201 c/c 1793928-5).
Caixa Econômica Federal –As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.
Bradesco –O beneficiário da conta é o Fundo Estadual da Assistência Social, agência 6570-6, conta corrente 2011-7.
Itaú Unibanco – Aceita doações em favor de Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro: Itaú (341), Agência 5673, Conta 00594-7, CNPJ: 02932524/0001-46. Podem ser feitas pela internet, rede de agências e nos caixas eletrônicos Itaú. As agências também estão funcionando como postos de coleta de roupas, cobertores, agasalhos, calçados, materiais de limpeza e higiene, água e alimentos não perecíveis.
Doações na Rodoviária – Na Rodoviária Novo Rio, as doações para a Cruz Vermelha estão sendo recebidos no piso de embarque inferior, das 9h às 17h.

domingo, 16 de janeiro de 2011

La Cabalgata de los Reyes e o quase carnaval em Sevilla


Cayetano Martínez de Irujo, convertido en Rey Gaspar en la Cabalgata de Reyes 2011 de Sevilla
http://www.sevillaactualidad.com/noticias/sevilla/46-sociedad/8249-el-recorrido-de-la-cabalgata-2011-tendra-inicio-y-fin-en-el-rectorado-de-la-us.html
               Pausa no turismo pra comentar esse evento que por coincidência eu presenciei aqui em Sevilla. Explico: por aqui, não tem Papai Noel!!!!!! Pois é, nada disso, que trazem os presentes são os três Reis Magos, Belchior, Baltazar e Gaspar, que foram os que levaram os presentes ao menino jesus, então que vamos combinar faz até mais sentido.
Eu sabia que na España e na America Latina (não estou certa se em todos os países) o dia de Reis era quase mais importante que o próprio natal, e que haviam grandes celebrações, mas acho que nada podia me preparar pros festejos que vi por aqui. 
Por uma coincidência acabei parando em Sevilla dois dias (5 e 6 de janeiro) entre viagens, então fiquei sabendo que no dia 5 acontecia o desfile dos reis, que seria o momento em que eles estão chegando. Desfile?! Na minha terra isso tem outro nome!!!! As enormes estruturas a la trem elétricos sairam do centro às quatro horas, circularam pela cidade inteira e só voltaram lá pelas onze da noite. Cada rei vinha em um carro alegórico enorme, sendo que na frente vinham outros tantos carros, com várias criancinhas fantasiadas jogando os chamados caramelos (umas balas muito é duras) pelos ares, levando milhares de crianças ao delírio. Até carro do Bob Esponja e das Crônicas de Nárnia eu vi! As pessoas escolhem um ponto da cidade e ficam lá paradas a tarde inteira esperando os reis passagem. Um coisa linda. Eu fiquei na Calle Assunción, e confesso que de rei mesmo eu só vi o ultimo passar, mas achei o desfile todo lindo e ganhei uns bons caramelos na cabeça. 
Algumas curiosidades que eu descobri no blog da Glenda, uma arquiteta que mora aqui em Sevilla já faz um tempo e tem boas histórias pra contar:
Pra desfilar de rei tem que ser importante: esse ano o Belchior era o irmão maior de uma confraria (um alto cargo religoso), o Gaspar era o Conde de Salvatierra e o Baltazar um empresário.
Ao todo foram jogadas 50 toneladas de balas e doces (sendo que elas ficam grudadas pelo chão até que rapidamente são limpas!!).
Um coisa que eu fiquei intrigada e perguntei na rua: quem eram as crianças que estavam em cima dos carros alegóricos? Alguém me disse que elas se inscreviam em uma lista e acontecia um sorteio! Legal né?! Achei justo.
Resultado? uma festa linda, que colocou Sevilla nas ruas, fechando as celebrações de Natal e recebendo com alegria mais um ano que chega! \o/
Beijos!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Relatos del viaje - parte 1: España!

A los amigos queridos que me hacen tanta falta, hola! You es un post especial en español para mis amigos sevillanos, es decir, los que he conocido aqui! Vuelvo ahora de la clase proyectos, mi encuentro con la realidad (no la de verdad, sino que la del reino encantado de Sevilla, claro) despues de un prolongado viaje por las fiestas de fin de año, y que voy a contas poco a poco aqui mismo. Presentando mis interlocutores, Camen, la Italiana; Diana, la mexicana y Pablo, lo unico original espanhol! jajaja (y que me vas a corregir los terribles errores de la lengua, espero!)
Pues, en esta parte fueron ocho dias, tres regiones distintas de España, tres lenguas distintas, una pasaje de año y muchas cosas bonitas de se ver. Empezamos en cinco brasileños, en la región de Aragón, en una ciudad donde verdad que me senti muy homenajeada, pues que mete mi segundo nombre por toda parte: Zaragoza, originalmente Caesar Augusta, por el imperador romano César Augusto y que se cambio por los árabeŠarakustaLa falta de expectativa dejó este inicio de viaje muy agradable, sin la presión de conocer al mundo en poco tiempo, apreciando la gente, los monumentos y el tiempo no mucho frío. (Tenemos mucha suerte con el clima!)
Después fuimos a Bilbao, la capital del País Basco, que es una de las regiones más separatistas de España (para que mis amigos brasileños lo sepan, aquí va: http://www.elpais.com/espana/paisvasco/ e  http://www1.folha.uol.com.br/mundo/857400-governo-espanhol-diz-que-cessar-fogo-da-eta-e-insuficiente.shtmlpero donde descubrimos una ciudad que presenta mucho más que el Museo Guggenheim! Bonita, con una arquitectura muy rica y una lengua muy rara, el euskera, idioma oficial. Un caso curioso que se pasó con uno de mis amigos que estuve hospedado en la casa de una basca original:
Pedro: "Es que yo estoy estudiando aquí en España también, en Sevilla"
Su amiga basca: "No! Tu estás estudiando ALLÍ en España. Aquí, es el País Vasco."
Bueno, después de aventurarnos por la lengua de las "k" y de las "z", fuimos a la tan esperada Barcelona, donde nos encontraron más cuatro amigos y con el grupo completo celebramos la noche vieja y conocimos el trabajo de uno de los arquitectos más emocionantes: Antonio Gaudí. Yo, que no me pongo a llorar por cualquier cosa, tengo que confesar que no pudo quitar las lagrimas al adentrar la Basílica de la Sagrada Família, quizás también porque sea uno de los pocos puntos turísticos de que yo no tenía una imagen preexistente (solamente de la parte exterior), así que desfruté mucho del audioguía y me quede por no menos que trés horas a admirar los detalles de los pilares, loza y en los museos, con millares de maquetas y dibujos de como será cuando esté finalizada (verdad que todavía hay mucho que construir allí!)
Además tomamos más cuatro dias a conocer otras Barcelonas, a disfrutar las vacaciones antes de tomar el ultimo Ryanair y empezar todo de nuevo.
Ahí está, un resumen del poco que conocí dese rico país. A los pocos voy escribiendo más sobre mis impresiones y lugares visitados..
Próximo post: Paris! :D
Abaixo algumas fotos só pra ilustrar, mais só no facebook! o/

Besos!!!

Frescando no frio de Zaragoza: João, Vanesa, Helena, eu e o algodón de azúcar. Os arquitetos e nossa pequena engenheira que se meteu a viajar com nosotros, aprendeu um bocado e nos encheu de orgulho! hahaa
A linda rua peatonal, o ponto de fuga maestral com a Igreja de Nossa Senhora do Pilar ao fundo.
Entendeu? Bem vindo ao País Basco!
Patinando no gelo! Sim, eu consegui!! Hahahaha
Arquitetos flagrados explorando a textura do Guggenheim
Uma explosão de cores e paz, a Sagrada Família!

domingo, 19 de dezembro de 2010

DIA 100!

Dia 100!!!! É com essa foto outonal que eu escrevo pra comemorar os cem dias que passei em Sevilla. Cem dias,  três meses, um de passeio, dois de faculdade. Não, eu nem gosto de números.. 
Um piso, alguns países, muitos amigos. Olhando pra trás, tanta coisa já aconteceu!! Às vezes me perco nos pensamentos em quando cheguei, as coisas que aconteceram, as pessoas que vi, os lugares por onde andei. Tanta coisa já mudou!!! Quando penso na proximidade do Natal e do fim do ano fico com a impressão de que metade da minha jornada aqui já se foi, mas na verdade ainda tô no meio da primeira metade! Eita! A mudança da paisagem acompanha o passar dos dias, e é impossível não notar as árvores ficando mais secas e sem folhas, ou então com lindos tons terrosos e rosas outonais.. confesso que sempre tive um desejo de conhecer a passagem das estações. 
O final do ano pra mim sempre teve um gostinho especial. Gosto de ver a cidade se iluminando pro Natal, a reunião em que trocamos presentes, a semana de espera pra noite da virada. Ai que delícia! Eu, que faço aniversário em agosto, costumo dizer que o ano pra mim tem dois ciclos: passo a primeira metade do ano esperando meu aniversário, e a segunda esperando as festas de fim de ano! Ha-ha. Não é brincadeira. 
Esse ano o natal vai ser diferente, mas igual: longe da família que eu amo tanto, com a qual não fico dois dias sem falar (sim, eu sou uma skype fan!) mas com comilança, presentes e amigos queridos. É, nesse pouco tempo que passou já deu pra fazer amigos especiais, e que vão fazer muita falta quando forem embora. Aqui embaixo vai um foto de alguns deles (não todos) que tem feito parte dos meus dias em nessa cidade colorida: os cearenses queridos, que me encantam sempre com seu sotaque gostoso, a loira láa do sul e minha companheira de piso. Mistura de sotaques, personalidades e cultura. Só pode sair coisa boa disso!


Nesse dia descobri por acaso uma tradição muito legal dos estudantes espanhóis: uns quinze dias antes do reveillón, junta-se toda a gente na praça e faz-se de conta que chegou a "noche vieja", o dia de celebrar a passagem do ano. Surgiu em Salamanca, cidade universitária mór da Espanha, com estudantes que iam voltar pras suas cidades pro fim ano mas que mesmo assim queriam celebrar com os amigos. Legal né!


Nessa semana entro de "férias", na verdade é o recesso de natal, que se prolonga até a primeira semana de janeiro. Cheiro de viagens e mudança no ar. To animada!
Beijos a todos!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um dia a areia branca, seus pés irão tocar.

Aos pés da Torre de Belém, Lisboa


Um dos pontos auges de Lisboa: ouvir o som do mar batento da areia... foi tão gostoso que eu não podia não deixar de registrado aqui. Próximo post prometo ser menos suscinta. 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Enfim no trem noturno pra Lisboa

‎"O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá".

 (As Cidades Invisíveis, Ítalo Calvino)


E foi assim, no centro de um mapa mundi gigante, mosaico africano embaixo do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, Portugal, que eu senti de frente nossa forte relação com esse país. Vê lá no mapa, uns quatro passos me fazem cruzar o atlântico e chegar nesse pedacinho da europa onde eu ouvi minha própria língua falada com muito charme. Mas confesso que talvez tenha sido mais pela degradação do que pela arquitetura em si que os cenários várias vezes me lembravam o Brasil (e pela primeira vez, considerando que as cidades que visitei até agora eram mais ricas..) e foi duro ver as semelhanças aumentando. O que salvou foi o bacalhau eos muitos doces absolutamente maravilhosos que comi por lá, e a hospitalidade pra lá de brasileira de um amigo mineiro! Valeu demais! :D
Ainda deu tempo de dar uma passadinha em Sintra, ver um castelo lindíssimo e pegar o esperado "trem noturno pra Lisboa" (nome de um livro que inspirou o nome desse blog" antes de voltar pra rotina sevilla,a faculdade e feijão, que cozinha enquanto escrevo.
Já me vou, não quero que queime.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ultimas notícias sevillanas

Ultimas notícias Sevillanas..
Por aqui anda tudo bem.. o tempo vai esfriando potencialmente, deixando os brasileiros morrendo de frio, e os belgas rindo da nossa cara. Ando atolada, como sempre. Cada vez com mais coisas pra estudar, mas também com as tarefas cotidianas, a dizer, comprar comida, cozinhar, fazer a marmita nossa de todo pro almoço na facul, limpar a casa, lavar a louça e a roupa, desclocarse de um lugar ao outro (eh, sevilla é pequena mas nem tanto!) planejar as viagens, etc. As vezes queria ter uma luísa só pra arquitetura e uma outra pra todo o resto. Enfine. A rotina se acomoda, mas segue cambiando, as festas pela semana não são mais tão frequentes, o encanto com as materias sim. Amanhã parto pra primeira viagem ao exterior - es decir, sin los padres né chicos! - e estou realmente empolgada. Espero ver neve em Londres. Essa semana preocupei-me com a correria de pseudo fim de semestre em dezembro e as viagens que estão por vir, vou ter que ser bem organizada pra conseguir entregar os trabalhos e focar nos estudos em meio ao universo erasmus. Enfine. O espanhol tá fluindo melhor, graças a deus. As aulas no instituto de idiomas são ótimas, a professora é engraçadíssima, e eu sinto cada vez menos cansaço mental ao ficar o dia inteiro na faculdade, embora ainda me enrole um pouco com os passados, o imperativo e por aí vai.

Novembro foi o mês família, estive com meus pais em Veneza, para a Bienal de Arquitetura, e depois eles vieram aqui em Sevilla me ver. Foi uma delícia, conheceram minha casa, meus amigos, a faculdade, a biblioteca, ah, a biblioteca. Papai se enfiou nos livros de matemática e mamãe catou um sobre paisagismo contemporâneo (que alias falava desde a primeira página sobre o Burle Marx - e sentou-se no meio dos alunos, deu uma bela foto que depois eu mando pra vcs. Mesmo com uma mãe relutante ao turismo convencional, e algumas aulas a ir, consegui mostrar um pouco do que Sevilla tem de melhor a eles, e posso dizer que apreciaram ;D O bom mesmo é que gostaram do meu piso, dos meus compis e dos meus amigos - os q eles conheceram - fizemos uma boa farra por aqui. Mamãe ficou satisfeitíssima de ir no supermercado me abastecer decentemente e da calefação do quarto do hotel - infelizmente pegaram raros dias chuvosos por aqui.

Eles se foram ontem e agora eu vou ser apresentada à saudade de verdade, afinal ainda não fiquei um mês direito sem ver pelo menos meu pai. Engraçado como eu sempre achei que fosse igual a minha mae, mas, com a distância e o curto tempo juntos, pude perceber claramente como sou igualziiinha ao meu pai. Curiosidade inútil, enfim. 

Até a volta de Londres e muitas novidades (espero!) ;DD

Besos!

sábado, 20 de novembro de 2010

Perguntas sem respostas de um turista com uma camera

Você viaja. Vê paisagens, luzes, cores, coisas que gostaria de guardar. De preferência com a sua própria imagem do lado, pra provar pra você mesmo que ao lado de tais coisas esteve quando no futuro ver tal foto. Infelizmente, o comprimento do seu próprio braço não permite tirar você mesmo as fotos incluindo as paisagens, logo você se vê obrigado a deslocar a terceiros essa missão. Dificil não se deparar com alguma das questões abaixo:
1. Qual é a dificuldade de alinhar qualquer linha vertical/horizontal da cena com a borda da foto?
2. Porque a pressão no botão tem que ser tão forte a ponto de mexer a camera inteira e consequentemente tirar o foco da maquina?
3. Considerando a universalidade das máquina e códigos visuais hoje em dia, qual a dificuldade da pessoa colocar flash quando ele está desligado?
4. Eu tenho pés, porque eles não podem ser incluidos na foto?
5. Estou ao lado do monumento mais lindo da cidade, o qual gastei tempo e dinheiro pra conhecer, custa incluí-lo na foto???????????
6. Sabe, fotos do meu lindo rosto eu já tenho( agora, do tal monumento lindo talvez nunca mais eu tenha!)
7. Queria ter uma máquina que pudesse tirar fotos no escuro sem parecer que pontos de luz são feixes (não, eu não tenho tripé!).
8. Porque quando eu quero tirar uma foto de algo de longe nunca cabe no enquadramento e tem sempre um obstáculo atrás impedindo que eu me afaste mais?
9. Porque quando eu quero fotografar um monumento histórico tem sempre uma penca de carros na frente?
Sem número dez. até a próxima. 
ps. a foto acima é do pavilhão da Espanha na Bienal de Arquitetura de Veneza (torta e embaçada).