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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ok, é tempo de despedidas. Tempo de terminar as despedidas. Já cheguei no Brasil, no Rio, em casa. Já tive a sensação de que tudo está igual, e também já a perdi. Já tomei coragem de rever as fotos do ultimo mes, que foi um mochilão, e só tem sensação boa na lembrança! O que fica é o que vale, certo?


Alguém me pediu pra escrever de forma menos formal, então aqui vai, pelo menos na ultima vez.
Tentando contar o que me aconteceu na fase saída do erasmus e volta pra casa, tenho que começar com três personagens principais dessa história: Camila, Layla e Itauana, três das minhas amigas de "infância" que quebraram o cofrinho pra ir me buscar e levar um pouco da minha vida brasileira pra perto de mim. Não tenho palavras pra descrever como foi bom!
Demos a volta ao mundo em um mês, visitando quatro países, conhecendo muitas cidades lindas, muita história e nos divertindo como nunca. O clima de férias deixou no chão as mazelas de viajar no verão na Europa - quando você e toda a torcida do flamengo aproveitaram o euro em baixa e lotaram os pontos turíticos. O auge da viagem pra mim foi o nosso reencontro: as meninas incorporaram todas as expressões em espanhol que eu já tinha inserido no meu dircurso diário, se apaixonaram por cada cidade que passamos, com um carinho todo especial por Sevilla, e fizemos questao de manter um ritmo agradável pela viagem: escolhemos os pontos que queríamos visitar, e fizemos de cada pausa pra descanso e comida um longo momento de botar a conversa em dia e matar a saudade, que tava é grande. 


A volta ao Brasil ficou então um pouco amenizada, mas ainda assim foi difícil: já tinha desacostumado com as longas distâncias e outras particularidades da vida por aqui. Mas voltei perto do meu aniversário e foi uma ótima desculpa pra rever os amigos e aos poucos voltar à vida por aqui. 


A todos que me acompanharam esse último ano, enviando palavras de carinho, meu muito obrigado!!!!
Um beijo enorme
Luísa

domingo, 17 de abril de 2011

Da neve aos Ramos da primavera

Na verdade, esse era pra ser um post sobre o inverno. Mas eu demorei, a primavera se anunciou e não tive escolha, senão que comemorar o domingo de Ramos dando tchau pro frio que senti por tanto tempos nas bandas de cá. . Depois de muitas tentativas a neve, foi na Sierra Nevada, perto de Granada, na Andaluzia mesmo, que eu me deparei com esse cenário todo todo branco, bonito demais. O ski foi uma aventura doida que.. não deu em nada. O medo bateu, e eu me diverti mesmo foi fazendo boneco de neve e anjinho jogada no chão.
É a última vez que eu menciono o frio, Sevilla não deixa mais. Vanesa e João compraram uma piscina no chino pra não deixar de aproveitar nem um segundo do sol de Sevilla, que já passou dos 30 graus várias vezes, e estão me chamando pra eu largar o computador e me juntar a eles.
Queria escrever mais, mas fica pra próxima vez.
Terminando então com uma foto na beira do Rio, num dos programas mais primaveiris daqui..

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Aventuras na cozinha

Primeiro arroz com feijão - branco
Esses dias assisti o filme Julie e Julia, que é sobre uma americana que resolve aprender a refinada culinária francesa, e fiquei me perguntando porque ainda não tinha escrito como anda a vida culinária por aqui.
Pra quem ainda não sabe, na España se come tapas, que são pequenas porções de muitos tipo de comida, pode ser desde presunto até carne com tomate. Mas não é sobre a comida na rua que eu queria falar, e sim sobre como eu fui aos poucos criando intimidade com o o fogão (mais precisamente, com a vitroceramica que eu tenho agora, e a ausência do forno!)
Quem me conhecia sabia que na minha casa em Niterói eu só entrava na cozinha pra comer, e não tinha a menor intimidade com o fogão. Aqui quem me ensinou a cozinhar primeiro foi a Luana, me introduzindo nas coisas mais básicas e me dando força pra não desistir ao primeiro arroz queimado. Essa primeira foto aí do lado é uma das primeiras refeições decentes que comi aqui, à la brasileira. Não durou muito. Comer com arroz, feijão, carne, batata, salada e zas e zas dá mt trabalho e consome mt tempo, e não vou esconder que trai o arroz pelo macarrão e passeo um bom tempo só comendo isso..

Cheia da intimidade com a panela! hahah

Bom, o mais importante é como eu crei gosto por cozinhar! Nunca em minha vida pensei que sentiria falta de reforgar uma cebola ou picar um frango. Pratos que eu achava que só uma autoridade superior da cozinha -mamãe- poderia fazer, se mostraram super fáceis, como o strogonoff. Ai como eu amo strogonoff! Pena que não dá pra comer todo dia. O tema da gordura foi outa coisa que me passou aqui. No começo, quando eu ainda não tinha muita paciência pra cozinhar eu emagreci bem,  mas do natal pra cá, passei a conhecer melhor os supermercados, as coisas que eu gosto de comer, e foi uma bola de neve, juntando com o fato de no inverno a gente sai sempre com muitas camadas de roupa e é mais difícil reparar que ta engordando.. bom, agora estou tendo que correr atrás do prejuízo. Gosto também de observar como cada um aqui vai levando sua vida culinária. A Luana tem uma mãe nutricionista, então comia sempre muito responsavelmente, pensando em balancear nutrientes no prato, e cheia dos conhecimentos dos legumes e vegetais. O João é exigente, gosta de tudo muito bem feito e temperado, e tem muita paciência pra fazer pratos mais elaborados e demorados. A Vanesa era a única que já morava sozinha antes de vir pra cá, então já tinha algumas manhas de cozinha, mas fiquei surpresa como foi pela comida que ela mais se inseriu na vida espanhola – enamorou-se pelo azeite e pelas torradas com azeite e tomate pela manhã.


Fora isso, a gente vai se acostumando com os ingredientes que encontra por aqui, feijão em lata pra não precisar cozinhar, patê, que é muito barato mercado, carnes não tão boas e paellas conjeladas. Na minha geladeira o que mais mudou foi a presença dos vegetais: nunca falta berinjela, pepino, pimentão, cogumelo, alface, tomate. A berinjela foi um achado alemão: o alemão que morava comigo não vivia sem, e sempre me oferecia, e eu, com vergonha de recusar, acabei me viciando. Agora moro com duas italianas, que, claro, comem macarrão todo santo dia. Essa última foto é da festinha de despedida do meu antigo piso, cada um levou alguma coisa que gostava de fazer. O Pieterjan(belga) levou guacamole, o Fabia (alemão) peixe frito, eu levei strogonoff. A lentilha é da Irene, uma italiana que não tinha mais nada na geladeira naquele dia.. a Luana levou uma sobremesa deliciosa de banana! Foi uma bagunça culinária, mas ficou gostoso! 
Beijos!

terça-feira, 29 de março de 2011

O BRASIL TÁ NO AR!!



Pequeno post para parabenizar à Berni, Pablo e Natalie que conseguiram bolsas pra estudar arquitetura no Brasil. Os dois primeiros são espanhóis, sendo que o Berni tá vendo se vai pra São Carlos-SP, e o Pablo pra SALVADOOOOOOOOOOO!! Legal demais. 
A Natalie é belga e conseguiu uma bolsa sabe pra onde?!
FAU-UFRJ!!!!! Gente, imagina uma belga que nem espanhol fala solta no Rio!!!! Espero que ela de fato vá, aprenda portugues e eu possa apresentá-la a todos os meus queridos amigos que estão por aí!!!

Eu acho que a experiencia de estudar num exterior é extremamente interessante e digamos assim exótica, mas acho que nem se compara com o que deve ser pra um aluno estrangeiro estudar lá!! O Pablo e a Natalie nem de cidades grandes européias (que vamos combinar, são bem pequenas) vieram, eles são de pueblos! Os tais povoados ou cidades pequenas que enviam alunos e mais alunos pras cidades universitárias, como Sevilla.

Não é de agora que eu tenho reparado como o Brasil tá bombando!!! Outro dia ouvi no onibus um garoto contando ao seu amigo seus planos de ganhar a vida onde ela realmente promete - Brasil. Meu professor de projeto já falou que trabalho aqui tá dificil e que ele queria mesmo é ir para o... Brasil. O de teoria visitou São Paulo e me contava maravilhado como se tivesse ido pra marte (tantos rascacielos!!) , e o de composição já até publicou numa revista de um grupo de pesquisa brasileiro - o Nomads de São Carlos, pra onde deve ir o Berni e onde eu mesma estive fazendo um workshop anos atras.
É, o mundo gira, o mundo é uma bola. 

Tomara mesmo que eles consigam ir, vai ser um ano muito divertido :D

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Despedidas: Adeus não, até logo!!!!!!!!!!!!

"Amigos são pra toda a vida"*


Não julguem que a amizade
Não existe.
Nem devem ficar deprimidos
Pois os que mais se calam
São os verdadeiros amigos.
Procurem dentro de vós, 
Analisem o vosso ser.
Não tenham medo,
De aprofundar
Verão que o amigo melhor
É o que soube calar.
Esse sim é o verdadeiro
Sois vós mesmos.
Os que não se conheciam
Depois de solidificados
Até ao maior inimigo
Conseguem dar amizade
Com maior alegria.
A amizade dá-se
Sem que a peçam.
O coração abre-se
Para que essa amizade entre
Tem que ter portas abertas.
Seja boa ou seja má
A pessoa escolhida pouco importa
Sentimos um impulso
No nosso coração
Quando nos bate à porta
Lembrem-se,
O invólucro não é tudo
Neste caso conta muito o conteúdo.
Amizade!
Como soa bem esta palavra,
Dar e receber
Sem se ter pedido nada".
*(Não sei quem escreveu, mas achei que caia bem!)


"o mundo gira, o mundo é uma bola"
Porque o mundo gira, e porque sem vocês esses primeiros seis meses não teriam sido tão especiais!
Amigos queridos! Obrigada por todos os momentos incríveis que passamos juntos!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Relatos del viaje - parte 1: España!

A los amigos queridos que me hacen tanta falta, hola! You es un post especial en español para mis amigos sevillanos, es decir, los que he conocido aqui! Vuelvo ahora de la clase proyectos, mi encuentro con la realidad (no la de verdad, sino que la del reino encantado de Sevilla, claro) despues de un prolongado viaje por las fiestas de fin de año, y que voy a contas poco a poco aqui mismo. Presentando mis interlocutores, Camen, la Italiana; Diana, la mexicana y Pablo, lo unico original espanhol! jajaja (y que me vas a corregir los terribles errores de la lengua, espero!)
Pues, en esta parte fueron ocho dias, tres regiones distintas de España, tres lenguas distintas, una pasaje de año y muchas cosas bonitas de se ver. Empezamos en cinco brasileños, en la región de Aragón, en una ciudad donde verdad que me senti muy homenajeada, pues que mete mi segundo nombre por toda parte: Zaragoza, originalmente Caesar Augusta, por el imperador romano César Augusto y que se cambio por los árabeŠarakustaLa falta de expectativa dejó este inicio de viaje muy agradable, sin la presión de conocer al mundo en poco tiempo, apreciando la gente, los monumentos y el tiempo no mucho frío. (Tenemos mucha suerte con el clima!)
Después fuimos a Bilbao, la capital del País Basco, que es una de las regiones más separatistas de España (para que mis amigos brasileños lo sepan, aquí va: http://www.elpais.com/espana/paisvasco/ e  http://www1.folha.uol.com.br/mundo/857400-governo-espanhol-diz-que-cessar-fogo-da-eta-e-insuficiente.shtmlpero donde descubrimos una ciudad que presenta mucho más que el Museo Guggenheim! Bonita, con una arquitectura muy rica y una lengua muy rara, el euskera, idioma oficial. Un caso curioso que se pasó con uno de mis amigos que estuve hospedado en la casa de una basca original:
Pedro: "Es que yo estoy estudiando aquí en España también, en Sevilla"
Su amiga basca: "No! Tu estás estudiando ALLÍ en España. Aquí, es el País Vasco."
Bueno, después de aventurarnos por la lengua de las "k" y de las "z", fuimos a la tan esperada Barcelona, donde nos encontraron más cuatro amigos y con el grupo completo celebramos la noche vieja y conocimos el trabajo de uno de los arquitectos más emocionantes: Antonio Gaudí. Yo, que no me pongo a llorar por cualquier cosa, tengo que confesar que no pudo quitar las lagrimas al adentrar la Basílica de la Sagrada Família, quizás también porque sea uno de los pocos puntos turísticos de que yo no tenía una imagen preexistente (solamente de la parte exterior), así que desfruté mucho del audioguía y me quede por no menos que trés horas a admirar los detalles de los pilares, loza y en los museos, con millares de maquetas y dibujos de como será cuando esté finalizada (verdad que todavía hay mucho que construir allí!)
Además tomamos más cuatro dias a conocer otras Barcelonas, a disfrutar las vacaciones antes de tomar el ultimo Ryanair y empezar todo de nuevo.
Ahí está, un resumen del poco que conocí dese rico país. A los pocos voy escribiendo más sobre mis impresiones y lugares visitados..
Próximo post: Paris! :D
Abaixo algumas fotos só pra ilustrar, mais só no facebook! o/

Besos!!!

Frescando no frio de Zaragoza: João, Vanesa, Helena, eu e o algodón de azúcar. Os arquitetos e nossa pequena engenheira que se meteu a viajar com nosotros, aprendeu um bocado e nos encheu de orgulho! hahaa
A linda rua peatonal, o ponto de fuga maestral com a Igreja de Nossa Senhora do Pilar ao fundo.
Entendeu? Bem vindo ao País Basco!
Patinando no gelo! Sim, eu consegui!! Hahahaha
Arquitetos flagrados explorando a textura do Guggenheim
Uma explosão de cores e paz, a Sagrada Família!

domingo, 19 de dezembro de 2010

DIA 100!

Dia 100!!!! É com essa foto outonal que eu escrevo pra comemorar os cem dias que passei em Sevilla. Cem dias,  três meses, um de passeio, dois de faculdade. Não, eu nem gosto de números.. 
Um piso, alguns países, muitos amigos. Olhando pra trás, tanta coisa já aconteceu!! Às vezes me perco nos pensamentos em quando cheguei, as coisas que aconteceram, as pessoas que vi, os lugares por onde andei. Tanta coisa já mudou!!! Quando penso na proximidade do Natal e do fim do ano fico com a impressão de que metade da minha jornada aqui já se foi, mas na verdade ainda tô no meio da primeira metade! Eita! A mudança da paisagem acompanha o passar dos dias, e é impossível não notar as árvores ficando mais secas e sem folhas, ou então com lindos tons terrosos e rosas outonais.. confesso que sempre tive um desejo de conhecer a passagem das estações. 
O final do ano pra mim sempre teve um gostinho especial. Gosto de ver a cidade se iluminando pro Natal, a reunião em que trocamos presentes, a semana de espera pra noite da virada. Ai que delícia! Eu, que faço aniversário em agosto, costumo dizer que o ano pra mim tem dois ciclos: passo a primeira metade do ano esperando meu aniversário, e a segunda esperando as festas de fim de ano! Ha-ha. Não é brincadeira. 
Esse ano o natal vai ser diferente, mas igual: longe da família que eu amo tanto, com a qual não fico dois dias sem falar (sim, eu sou uma skype fan!) mas com comilança, presentes e amigos queridos. É, nesse pouco tempo que passou já deu pra fazer amigos especiais, e que vão fazer muita falta quando forem embora. Aqui embaixo vai um foto de alguns deles (não todos) que tem feito parte dos meus dias em nessa cidade colorida: os cearenses queridos, que me encantam sempre com seu sotaque gostoso, a loira láa do sul e minha companheira de piso. Mistura de sotaques, personalidades e cultura. Só pode sair coisa boa disso!


Nesse dia descobri por acaso uma tradição muito legal dos estudantes espanhóis: uns quinze dias antes do reveillón, junta-se toda a gente na praça e faz-se de conta que chegou a "noche vieja", o dia de celebrar a passagem do ano. Surgiu em Salamanca, cidade universitária mór da Espanha, com estudantes que iam voltar pras suas cidades pro fim ano mas que mesmo assim queriam celebrar com os amigos. Legal né!


Nessa semana entro de "férias", na verdade é o recesso de natal, que se prolonga até a primeira semana de janeiro. Cheiro de viagens e mudança no ar. To animada!
Beijos a todos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Comida, diversão e arte em Viena

Mozartgrabe
Sair de Sevilla por uns dias, depois de um mês, foi muito bom. Já aguardava ansiosamente essa viagem, pra respirar outros ares (pois é) e matar as saudades do meu pai. O tempo como sempre não brinca em serviço, Viena veio e se foi e cá estou de volta a contar como foi conhecer mais um país totalmente diferente. Foram quatro dias (dois praticamente só viajando) de muita comida boa, de muitos passeios e muitos museus. Foi a primeira viagem que eu fiz sem planejar nada. Como tinha meu pai, que já foi lá várias vezes, e também um prima que casou-se com um austríaco, relaxei e fui descobrindo a cidade aos poucos, andando pelas ruas e vendo o que mais chamava atenção. Nos últimos dias já estávamos mais espertos e escolhemos alguns pontos para visitar. Basicamente o que eu sabia de Viena antes de ir lá é que lá é bem mais frio que Sevilla, e que foi a capital européia da música clássica por um tempo considerável. Lógico que eu convenci um pai relutante a fazer um turismo mórbido e fui num dos lugares mais bucólicos e carregados de significados que acho que vou ver do lado de cá: o túmulo de Mozart. Pra quem não sabe, eu estudei música quase a minha vida inteira, e bom, mesmo quem mal sabe diferenciar um dó de um lá já ouviu falar no nome desse gênio. Singelo, sem pompas, com uma pequena estátua de um anjo e flores no formato de uma cruz, Mozart está enterrado no St. Marx Friedhof, um cemitério pequeno de Viena. 
Pois bem, além da música, a cidade também esbanja artes visuais: os museus são um escândalo! A infraestrutura é realmente impressionante, e compensada pela imensa quantidade de pessoas que os visitam - em algumas salas era até dificil de circular tamanha a quantidade de gente!. Infelizmente não conseguimos ir em todos, e também não acho que aguentaríamos, porque em cada um se desprende cerca de três horas. Escolhemos então o Albertina, que divulga pela cidade inteira as exposições de Michelangelo e Picasso, mas que me surpreendeu bastante com a obra de Walton Ford. Os audio-guias são mesmo uma bela invenção: ouvir é muito mais eficiente do que ter que ler plaquinhas das obras de arte, e então cada visita torna-se uma aula. Além disso, a maioria deles têm plaquinhas em alemão e em inglês (porque o audioguia não inclui todas as obras, então pro caso de você querer se informar..) e no Albertina tinham vídeos explicativos no meio das salas de exposições, muito legal. O Belvedere é um palácio onde eu pude ver a segunda coisa mais emocionante de Viena: o original do "O Beijo" de Klimt. Estava lá, reinante no seu lugar de honra no museu, bastante impressionante.
Der Kuss, Gustav Klimt
No último dia fugimos da cidade e fomos com minha prima e seu marido conhecer um parque enorme, a uns vinte minutos de carro. Ju, brigada pela disposição e atenção! O outono deixou o parque realmente lindo, e conseguimos por fim ver um javali!
Depois de uns dias já dá pra se situar um pouco na cidade, em Viena, como em Sevilla, usamos o rio como ponto de referência, lá, o Danúbio. A cidade é três vezes maior que Sevilla, então o centro histórico não assume uma dimensão tão grande como aqui, mas mesmo assim é sempre meu lugar preferido. As ruas estreitas, as incríveis calçadas de pedestres cercadas de lojas e bares são um perfeito exemplo de tudo aqui que a gente aprende na faculdade e que não vê quase nunca sendo posto em prática: uma relação pra lá de saudável entre patrimônio e contemporaneidade; favorecimento sempre do pedestre; transporte eficiente. Qualidade de vida, de cidade, de urbanidade, tudo de bom!




Bueno, termino agradecendo ao meu pai, por me proporcionar dias tão legais! Passou a semana em Viena à trabalho, me enchendo de orgulho.  Brigada pelos almoços e jantares sempre deliciosos, pelos passeios nessa cidade linda, por trazer todos os casacos que minha mãe mandou, e não me deixar passar frio.  Por me acompanhar num cemitério e em 8 km de caminhada. Por parar em frente às placas e tentar em vão entender alemão, e por acabarmos sempre rindo.
Te amo pai!
Auf wiedersehen!



sábado, 18 de setembro de 2010

Lar, doce lar


Compis de piso: Fabian (Alemanha), Sofie (Bélgica),
Luísa, Luana e Pieterjan (Bélgica)

Demos mesmo foi muita sorte com esse apartamento. Olhamos bem uns 7, e esse reunia quase que tudo que queríamos: 2 quartos livres pra gente poder ficar junto, mais outras duas pessoas, e de preferência de lugares bem diferentes! Além disso a sala, cozinha e banheiro são bem espaçosos, e ainda temos lavabo e varandinha!
Os roommates são também muito legais, e nesses dias de convivência aprendemos muita coisa sobre a Bélgica e a Alemanha, e rimos muito com os belgas rindo do sotaque do Fabian. Eles todos tem um humor negro, meio sarcástico, que é muito engraçado. Parece que é meio assim: Bruxelas é a capital da União Européia, e a Bélgica é um país realmente muito pequeno, mas eles tem um imenso orgulho de lá e fica sacaneando os franceses e os alemãs falando inglês com sotaque (eles falam inglês muito bem!)
A Sofie é namorada do Pieterjan e vai ficar aqui por umas duas semanas, e é um doce de pessoa! Também dizemos que ela foi um bônus desse apartamento (hahaha), que é alegre e espontânea e faz tds nós convivermos mais harmoniosamente ;D
O apartamento quase não podia ser melhor: cada um tem seu quarto, o banheiro é grandinho, a cozinha e a sala também são espaçosas, e a varandinha rende uns agradáveis desayunos! Dela dá pra ver o começo da Alameda, aquela praça enorme que é um dos lugares que eu mais gostei daqui. Essa foto aí do lado é da nossa sala: na porta e janela tem um tipo de cortina que no Brasil se usa pra fechar portas de estabelecimentos comerciais, mas aqui é bem útil pra bloquear o calor durante a tarde, na siesta, e, se abrimos as frestas entram esses pontinhos luminosos e dá um efeito bem legal!
A próxima foto é da cozinha e bom, depois eu coloco mais. Sobre os apartamentos que vimos por aqui, alguns tinham uma planta não muito funcional, com quartos abrindo direto pra sala ou banheiros muito distantes de algum quarto; e também alguns era tão pequenos e com janelas tão ruins que me pareceram antigos quartos de empregadas que os donos oferecem aos estudantes. 
Vimos muitas dessas janelas voltadas para prismas, o que eu acho bem ruim, mas afinal essa é a única coisa que não gosto no nosso "piso" (apartamento), a minha janela volta-se para um prisma, que é como um pátio interno do andar debaixo, e o corredor tem duas janelas também voltadas para esse prisma, então do corredor vê-se meu quarto, se tudo estiver aberto. Área de serviço eu não vi em nenhum, no nosso há uma máquina de lavar embaixo da bancada da pia. Achei muito legal todos os apartamentos serem não só mobiliados, mas também terem utensílios domésticos, como pratos, copos, e panelas e talheres. Os móveis dos quartos são padronizados, todos iguais não só no nosso piso, mas em tds os que visitamos! 
A senhora que aluga o nosso apartamento foi bem legal, e fez questão que estivesse tudo funcionando perfeitamente pra gente, e também comprou esses dias o ar condicionado para a sala.
Tchau calor! \o/

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A companhia faz toda a diferença

Luana e Luísa em uma ponte na Plaza de España
Esse post é em homenagem à Luana! Quando a gente se propôs a fazer esse intercâmbio, pensamos em fazer sozinha, porque uma não sabia que a outra vinha, mas assim que descobrimos combinamos de vir juntas*, procurar apartamentos juntas e etc. Eu já imaginava que seria bom vir com uma amiga, embora estivesse disposta a encarar tudo sozinha, mas eu realmente não tinha idéia de como faz diferença! Acho que foi um acaso o fato da gente ainda não ter conhecido muitos brasileiros por aqui, então é muito bom ter alguém por perto pra poder falar português, não só pela língua em si, mas por haver uma facilidade muito maior de comunicação! Por mais fluente que nós duas sejamos em inglês, é diferente a forma como a gente se expressa entre a gente mesmo. Além disso, ela é uma pessoa, que, como eu, gosta de conversar e é muito observadora, então aquele sentimento de solidão famoso que bate nas pessoas que deixam os amigos e parentes longe, passou bem longe de mim!!! Companheirismo, acho que é essa a palavra, mais do que amizade, porque a gente nem era muito próxima antes de vir, mas, agora que estamos no mesmo barco, fica meio implícito esse acordo de convivência, de respeitar o espaço do próximo e ao mesmo tempo saber que tem alguém com quem contar.


A chegada em Sevilla foi bem legal: nós viajamos separadas e ela chegou um dia antes que eu, e nesse dia já começou a conhecer a cidade, então quando eu cheguei a cena foi a seguinte: 25 horas, 4 aeroportos e 1 mala enorme depois, entrei eu no hostel, e qual a minha surpresa ao ver, entre europeus variados, a pequena luana sentada com seu notebook, no lounge do albergue, e ao me ver ela veio correndo e disse"Sevilla é muuito linda!!!!!" Ela estava absolutamente encantada com a cidade, mas o bom mesmo ver um rosto conhecido depois de tanto tempo! Foi a certeza de que teria aquela pessoa com quem compartilhar todas as primeiras, segundas e demais impressões de tudo e de todos.


Passamos vários dias penegrinando sob o sol quente do mediterrâneo (#drama) e visitando vários apartamentos, e foi bem difícil mesmo encontrar um que agradasse äs duas! Graças a Deus achamos um muito bom, com ótimos compañeros de piso, e o próximo post eu conto mais sobre o ape e seus moradores.


Ah, ainda tem a parte das terefas de casa, que que me conhece sabe que na minha casa eu só passava perto da cozinha pra comer.. então aqui estou virando aprendiz de dona-de-casa, e modéstia a parte, a Luana falou que eu estou me saindo super bem! ;DD


Enfim, valeu lulu!