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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Moda em estações (in)definidas

Na minha terra é assim: no inverno a gente usa calça jeans, casaco (cujo tecido mais grosso é o.. jeans?) e sapatilha. No verão a gente usa sandália, saia, short e blusa sem manga. E é suficiente.
Bastou eu cruzar o oceano pra  mergulhar num oceano de acessorios que acompanham a passagem das estações e truques pra sobreviver à todas elas, como o incrível princípio da cebola, no inverno. 
A chegada em Sevilla foi ótima: saí do inverno carioca (oi?) de 20ºC pro verão Sevillano, me sentindo em casa: andava pelas ruas de short e havaiana.

Verão em Cadiz - pernas e braços de fora, cablo preso!



E chegou o outono! Sobreposições,
lenços e calça comprida
Mas outubro chegou, o sol deu adeus, e no terceiro mês que eu passei em Sevilla tendo que comprar roupas confesso que levei um susto: até quando minhas guarda-roupa brasileiro ia continuar inadequado pro clima europeu?? Quando eu compava uma blusa de manga curta, passava duas semanas pra ela ser inutilizada. Ok, compro uma de manga comprida. Oi? Ok, um casaquinho pra noite. Naaada disso!
Passei um tempo dormindo com calça de ginástica (e quem disse que eu tinha pijama de calça comprida?) e casaco, mas de fato foi Londres que me fez entender que o frio não algo com que se brinca: há que estar preparado. Foi a primeira grande viagem pro "exterior" e foi quando a crueldade do inverno deu as caras (e isso porque ainda estávamos no outono!!!). Pra me preparar, fui no outlet da outlet da Zara, comprei um casaco de chuva sensacional por 15 euros e me senti garantida. Ou quase.. me disseram que lá chovia todo santo dia e que um ítem indispensável era a famosa bota galocha, quase uma havaiana para os brasileiros. Acontece que era nossa primeira viagem de Ryanair, e.. quem disse que eu ia levar algum outro calçado na minha humilde malinha de 50L? Resultado: cinco dias com o pé metido num bota até o joelho e congelando. Ok, aprendi. O que eu sei é que frio é o que eu passei em Sevilla, o que eu senti em londres, ainda não inventaram nome!!
Inverno em Viena - lição aprendida, de casaco, gorro, luva de couro , calça e bota!

Ok, voltando, esse post não é pra falar do frio, mas sim como a mudança das estações se refletiu no meu armário. Passados os festejos de fim de ano, o inverno continuou maltratando e me fazendo circular por aí com meia calça, calça de ginástica e calça jeans por cima (eis o princípio da cebola), impedindo meus movimentos e me fazendo esquecer da cor do meu.. pé.
Os lenços da outono foram substituidos por grossos cachecóis e as blusas sem manga foram guardadas na mala - não fazia sentido ficar ocupando o armário à toa. 
Quase que por milagre fomos presenteados com duas ondas de calor: uma no começo de janeiro e uma no meio de fevereiro, essa última com termômetros alcançando mais de 30ºC e fazendo todo mundo acreditar que a primavera tinha chegado. Que nada, seu anúncio oficial veio a pouco mais de um mês, e agora sim, as botas não fazem parte mais do figurino (a chuva agora convida pra um tênis..) os lenços voltaram a dar o ar da graça e as estampas florais invadiram todas as vitrines que se prezem. 
Mas um ítem continua me chamando a atenção: a meia calça. No Rio era cor de pele e coisa de velho.. sem sentido nenhum.

Primavera indefinida - meia no lugar da calça, sapatilha no lugar da bota, lenço no lugar do cachecol, mas, ainda de casaquinho na mão.


Aqui foi o charme do outono e fim do inverno com todas as suas cores, expessuras e texturas. Agora é o maior quebra-galho: a calça jeans já ficou muito pesada, mas ainda não dá pra circular por aí de shortinho, ainda mais em um ambiente um pouquinho mais formal como a faculdade. Mesmo transparente/cor da pele, dá um ar mais "elegante" e esquenta pro caso de bater um ventinho.
Bom, essa semana que vem vamos presenciar aqui o maior desfile da Andalucía: La Feria de Sevilla! Uma grande feira, com muita comida, bebida, flamenco e sevilla e, é claro, os mais belos trajes. Um vestido novo chega a custar 500 euros, mas todas as erasmus se viram pra entrar no clima, que é cheio de cores e cultura! Mal posso esperar! Hasta luego!


Primavera quase verão - cores alegres e finalmente, a luz do sol. =)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Uma Semana Santa muy peculiar

As ruas lotadas revelavam a expectativa que gera um evento de Interese turistico internacional. Qualquer guía turístico de Sevilla avisa: esteja na cidade pra ver a Semana Santa e a Feria, principais eventos turísticos da cidade, (que alias são em datas bem próximas). Quem ficou viu uma cidade transformar-se num grande palco de procissões, com várias ruas tomadas de gente, as áreas principais, ao redor da catedral e nas ruas principais, com filas e mais filas de cadeiras (reservadas pras familias ricas que pagam uma bolada por elas) e até a querida Sevici teve estações desativadas pra impedir a circulação de bicicletas em áreas de procissões. Tudo meticulosamente pensado.
O que não deu pra prever foi o temporal, que molhou desde o começo e a partir da quinta-feira (ou seja, nos dias principais) impediu a saída das procissões e deixou turistas e sevillanos muito é tristes.
Contando a história desde o começo, é preciso mencionar que os festejos começaram no Domingo de Ramos, quando todas as pessoas saem bem vestidas nas ruas e as mulheres compram roupas novas (vide os figurinos ao lado "Hoy me voy de rojo - y yo de verde". Ramo que é bom, eu só vi um galhinho tímido que nem de palma era, na missa. Crente que ia ver sevilla coberta de verde...
Nos dias que se seguiram, a programação era mais ou menos assim: procissões por toda a tarde e noite, cada uma de uma Irmandade (tipo uma organização dentro das paróquias) que seguiam mais ou menos o mesmo padrão, banda, nazarenos, o paso de Jesus, mais nazarenos, penitentes, o paso da Virgen, mas banda. Os pasos são as estruturas com muitas velas e ornamentos que carregavam imagens de Jesus em seus atos mais conhecidos, referente ao dia da semana que aparecem.

Em Sevilla os pasos são carregados por homens, que se juntam pela cidades semanas antes ensaiando com concreto nas coisas o peso dessas estruturas. Uma das poucas cenas de fé e sacrifício que vi (isso porque as procissões são chamadas "estações de penitência") foi o descer do paso, quando abre-se a cortina vermelha e vê-se a cara desses homens, aparece um outro oferendo água em uma jarra de barro, e depois fica um senhor de terno na frente do apso precitando palavras de força até bater forte na madeira e num tranco só o paso se levanta, e soam os aplausous, numa cena que se repete mais ou menos a cada quinze minutos de procissão.
Fora isso, passava  a banda tocando uma série de instrumentos, mas não tinha assim um canto que todas as pessoas na rua pudessem acompanhar. Mas peraí, canto? Não deveria ser uma.. oração? Do Santo, do dia, o terço? Necas. Fora as imagens religiosas e a longa história das irmandades na cidade, o que vimos foi um desfile de imagens e um mar de turístas fotografando-as (nós inclusive, claro). Os Nazarenos são as figuras que levam esses capuzes compridos e a quem (quase) todo mundo se referia como Ku Klux Klan mas que ninguém, eu disse NINGUÉM soube explicar o porque do figurino (eu perguntei, juro! mais de uma vez.) 
Os penitentes são os que levam as mesmas roupas dos narazenos, mas sem armação pontiaguda, e carregam na mão uma cruz e saem descalsos (um dos outros poucos atos de sacrifíco) na procissão, mas o espanhol que eu conheci que sai de Penitente me disse que o pai dele o inscreveu quando ele nasceu, paga todo mês à irmandade pra ele sair na procissão e que nos outros 364 dias do ano ele não faz nada relacionado à igreja. 

A segunda cena mais emocionante que presenciamos, a quase saída de umas das irmandades mais antigas - esperanza de Triana - bairro onde vivo yo, me surpreendeu de duas maneiras. Foi assim: Estava o bairro INTEIRO concentrado na porta da igreja de onde sai a tal famosa Vigen, quase todo mundo já concentrado ali desde meio dia, "bajo el sol", aplaudindo vigorosamente quando chegou  a banda, quando o céu resolve cair sobre nossas cabeças em forma de água, deixando a Virgen quietinha protegida dentro da igreja e todos os sevillanos presentes de coração na mão. O anúncio foi fatal: entre a chuva apertar, as pessoas se solidarizarem com a banda (PARAGUAS A LOS NINÕS!!!) e a correrria pra sair todo mundo dali, ao vê-los saindo, não faltou gente chorando, e a cena foi bem triste.
Por outro lado, enquanto esperávamos a decisão da saída-ou-não-saída, perguntamos a um senhor o que significava o símbolo no brasão da irmandade, o homem me saca uma medalha de ouro do pescoço enchendo a boca pra dizer que a tinha há uns 50 anos, pra na hora de responder gaguejar: "oye tía... que no tengo ni idea". OI? Como você não sabe o que significa o símbolo que vc carrega a meio século????????????????????????
Relembrando as festividades mais religiosas no Brasil, sejam elas quais sejam, com todas aquelas senhoras de terço na mão, com a história de seu santo padroeiro na ponta da língua, não teve como não associar tudo isso a uma espécie de carnaval: Concentração, "sair" na escola que mais te agrada, passar a bateria animando as "alas", alegorias e mais alegorias.. bom, achei estranho.
Naquela que é considerada a cidade mais católica do mundo, termino com a imagem que caracteriza a Semana Santa, e que apesar de tudo é bem bonita: os impressionantes pasos, com suas cenas bíblicas decoradas com delicados ornamentos dourados e  inúmeras velas. 

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando a rua vira casa

Margens do Gualdaquivir
Nossa, como faz tempo que eu não escrevo aqui. Um mês, quase?! Tsc tsc, que isso não se repita! Nesse meio tempo muita coisa aconteceu, e pelo último post deu pra perceber que as coisas mudaram por aqui. De muitas formas na verdade. Das pessoas queridas e dos amigos mais especiais que fiz aqui, muitos terminarem sua jornada e voltaram pro Reino Encantado do Brasil, deixando os que ficaram com uma ambígua sensação de vazio, sem saber o que nos vai passar nesses próximos meses de reta final de Espanha. Ambuiguidade é o que falta nos nossos coraçõezinhos por agora.. ok, vou falar só por mim. O ano tardou mas virou, o segundo cuatrimestre finalmente começou e eu não sei se prevalesce a impressão de que o tempo tá passando e que um dia de fato eu vou voltar pra casa, ou se, pensando nisso, dar-me conta de que ainda faltam alguns bons meses. Serão cruciais. Vão definir os rumos da arquitetura que eu vou seguir no Brasil, os demais lugares dessa Europa que eu vou conhecer, as amizades que eu vou manter, seja aqui ou seja lá. 

Voltando à Sevilla, tenho que contar sobre duas coisas importantes que me aconteceram nesses ultimo mês. A primeira foi mudar de apartamento. Pois é, alguns meses depois de enfrentar transito pra ir e voltar da faculdade eu me dei conta de que tinha a faca e o queijo na mão pela primeira vez na vida pra mudar uma circutância estrutural que me incomodava, assim que, passada uma saga pela busca de um novo piso, consegui o que queria: ficar perto da faculdade, dos amigos, dos festejos e do rio. De quebra ainda caiu nas minhas mãos um quarto melhor, um ape mais legal e duas novas companheiras de piso italianas que são uns amores. 

A outra coisa foi viajar pra Viena pela segunda vez. Decidi ir porque janeiro foi um mes muito duro em Sevilla, com todo mundo estudando pros exames e o frio apertando, a saudade da família bateu forte e eu fui correndo pra casa da minha prima e passei logo todas as férias de inverno lá. Posso dizer que me apaixonei: Viena é depois de Sevilla a cidade mais legal que eu conheci aqui (afetos à parte! haha) e foi uma delícia poder conhecê-la melhor. Passei os dias ensolarados que fizeram por lá (pois é, a neve pelo visto não gosta de mim) estudando a obra do Gustav Klimt, um pintor modernista incomparável e do Coop Himmelb(l)au, um estúidio de arquitetura contemporanea. visitei museus fora do circuito turistico, comi bem, patinei no gelo numa pista que é quase uma mini-cidade, e de quebra ainda tive a oportunidade de reascender uma paixão: na casa da minha prima tem um piano!!!!! Nossa, como a música me faz falta..

Enfim voltem à Sevilla, renovada, pronta pra fase de adaptação ao novo piso e às despedidas dos amigos que voltaram pro Brasil. Fomos abeçoados com uma onda de calor que tomou conta da cidade no meio do inverno e lotou as orillas (margens) do Guadalquivir.
Hoje eu vou pras Ilhas Canárias, curtir um carnaval que dizerm assemelhar-se ao Brasil (a conferir) e ver o mar. Aaahhh, o mar! Até mais, gente! :D

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pernas pra que te quero?! O metrô vai dominar o mundo.

Não foi no Rio de Janeiro que tudo começou, embora eu seja uma (quase) carioca da gema (aham, cláudia..) aaah, foi em Londres. Hoje em dia não dá pra circular numa grande cidade européia sem disfrutar dessa sensação de... minhoca. Desculpa, não consigo pensar em outra palavra. Lá vai você espremer-se por debaixo da terra e.. ok, parei. Eu vim pra falar bem do metrô, e seu eu não admitir suas vantagens meus fiéis companheiros de turismo me matam. Então vá lá:
No começo foi uma coisa linda, numa cidade conto de fadas, tudo limpo, claro, civilizado, ainda por cima em alemão, uma coisa assim.. rica. Ah é, esqueci de dizer que antes de me aventurar por Londres eu passei no humilde metrô de Viena, e ainda ganhei um comentário de uma amiga viajada no facebook: "ih, Luísa, vc não viu naada!" ¬¬ Lá fui eu me meter no desenhado London Underground. O mapa deu tão certo que virou marca, há estampas dele por todo canto. Os mapas são sempre assim... didáticos. Aliás, se tem uma coisa que eu não posso reclamar de metrô é a eficiência. Não só de serviço, mas de comunicação! É uma lição viva de comunicação visual. Os mapas são sempre assim coloridinhos e fáceis de entender; nas estações sempre tem placas orientando seu caminho pelos túneis e inclusive relógios dizendo o quanto você ainda tem que esperar. Em Londres está escrito naquela faixa amarela antes da pista: "mind the gap" e também é falado por uma voz quando você entra ou sai do metrô. Claro, Mind the Gap também virou marca. Significa algo do tipo, "se liga na faixa" numa tradução bem porcaria.

Era de dar medo, juro. Você entra na estação e não desce uma escada rolante, desce umas três! Além do que elas são GIGANTES! Dá pra se sentir naquelas histórias de viagem ao centro da terra..
Ainda bem que as estações são projetadas pra serem bem iluminadas e sinalizadas, senão estávamos todos ferrados. Ah, é uma coisa fofa quando tem gente tocando música dentro da estação. Eu mesma ousei tocar umas noticas no teclado de um tal muito simpático entre o Hyde Park e o Tâmisa.

Bom, depois de voltar ao Reino Encantado de Sevilla e passear pelas doces Zaragoza e Bilbao antes do Reveillón, lá fui eu fazer turismo no metrô de Barcelona:
Repare bem nas bolinhas que viram feijões: isso se chama conexão. Posso reclamar um pouco? Se tem coisa pior que deixar de ver a cidade pra chegar mais rápido lá e cá (o que é totalmente aceitável, admito) é deixar de ver a cidade pra bater perna no.... SUBSOLO! É sério!! lá vamos nós percorrer os túneis subterrâneos já não mais limpos, bonitos e sedosos como os de Viena, pra pegar o próximo trem. Há quem diga que dá pra percorrer Barcelona inteira por aí debaixo, mas eu prefico bater perna nos bem cortados quarteirões com esquinas em 45º que eu tanto estudei na faculdade.
Achou que tinha visto de tudo nessa vida? Bem vindo ao mapa do metrô de Paris!!!!!! Isso sim é tecnología da comunicação!! Numa mesma sequencia de linhas e cores, você quizá encontra as linhas de metro de trem e o que mais você quiser. Os trens são rápidos, mas os vagões, antiquíssimos, às vezes me sentia num filme daqueles antigos, con trens e tal, sabe?! Mas láa embaixo da terra. Algumas linhas são bem longas, mas você pode acompanhar seu destino pelas bolinhas que marcam cada estação: elas vão acendendo conforme o trem passa, legal e bem útil.
Algumas outras curiosidades: 
Tem bancos que ficam perto da porta que não são bancos de verdade, quando o metrô lota você se levanta e enconsta ele. E olha que o metrô lota bastante!! Contei nos dedos as vezes que consegui sentar. Rio de Janeiro feelings. 
O que não lembra o Rio nem um pouco é a organização da escada rolante. Lado direito se você quer ir com calma no seu degrauzinho, lado esquerdo se você é apressadinho. 
Temperatura: viajar no inverno dá nisso, ar puro congelando e você com mil casacos. Metro aos vinte e todos graus e você.. com mil casacos. Depois de um tempo você se cansa de tirar e no máaximo fica sem gorro e luvas, porque senão vc sufoca...


Enfim, deslocamento rápido, quando o tempo é curto = saldo positivo. Vamos torcer pra que essa facilidade da vida urbana moderna chegue logo no Rio de demais "Brasis" e eu saiba aproveitá-lo é muito bem.


Beijos!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Manolito Gafotas, o "Menino Maluquinho" espanhol :D

Suzana Braga-sucias, Orejones, El Imbécil (el niño hermano de Manolito), Manolito Gafotas, Yihad y acima de todos, el abuelo.
Já tinha comentado que as aulas de Espanhol que temos na faculdade (de graça, díga-se de passagem) são demais. A professora tem um senso de humor sarcástico que eu adoro, e sempre fala de coisas da cultura espanhola, porque afinal é uma turma de estrangeiros, e língua e cultura andam lado a lado. Bom, esses últimos tempos descobrí de onde saída tanta graça. Acontece que além dos livros didáticos temos um livro "de leitura" à parte, que no começo confesso que fiquei com preguiça de ler, mas que resultou sendo uma forma muito interessante de conhecer mais da cultura española. Se chama Manolito Gafotas, uma série de livros deste menino que é uma graça! Fofíssimo, mora com seus pais, irmãozinho (a que ele carinhosamente chama de imbecíl), e seu avô, o típico vôzão herói. O livro é narrado pelo próprio Manolito, o que confere à coisa toda uma perspectiva muito engraçada. Ele vai contando como é sua vida e narra alguns causos que lhe passaram, então ficamos por dentro de expressões bem coloquiais da língua (que afinal são que fazem a gente se comunicar informalmente) e é impressionante como ajuda a pensar em espanhol. Ah, eu to encantada pelo Manolito. Levei o livro pra faculdade um dia por acaso e tinha que ver a comoção dos coleguinhas! Vários falavam dele com uma nostalgia gostosa, deu pra ver que é um personagem que fez parte da infância de muitos espanhóis.
Botei no google e voilla: ele tem site próprio (clique aqui =P) e até filme!! Veja o trailer: 
Não pude deixar de lembrar do Menino Maluquinho, que também fez parte da minha infância..
Beijos!